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A arte da Boa Comunicação

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Saber se comunicar é mais que um dom, é uma necessidade. As pessoas têm dificuldade de falar corretamente e por muitas vezes as consequências são terríveis. Não está sendo cobrado aqui o falar fluentemente sem os erros comuns da língua portuguesa, mas o comunicar, o dizer as coisas corretas no momento certo e a precaução com aquilo que vai ser dito. Na Bíblia São Tiago em uma de suas cartas já comentava sobre os perigos da língua. A palavra falada é como uma seta lançada, não volta jamais e se ela for danosa então, o conserto fica praticamente impossível.
Tem pessoas que agem não por má fé, mas por sonsura ou por não saber utilizar as palavras certas nos momentos corretos. Vamos alguns exemplos: A pessoa está com uma dor de cabeça, tomou o remédio que o médico receitou, mas não adiantou, de repente surge aquele palpiteiro que não manja de enfermagem e nem de plantas medicinais, sempre mistura nada com coisa nenhuma e ao invés de ajudar complica ainda mais a situação com as suas flechadas: ”Nooossaa! Um tio meu tinha uma dor de cabeça igualzinha esta sua, com ele também os remédios não resolviam, você acredita quem em menos de dois dias ele morreu?”. Qual seria a reação daquele doente? Pessimismo total. É lógico que aquelas palavras lhe incomodarão.

Há também quem se aproxime de alguém e lhe fala ao pé do ouvido a seguinte frase: “Olha, eu vou te contar uma segredo, mas não conte pra ninguém… “ . Mas que problema desajeitado.  Se é segredo, então porque contar? Na verdade este fofoqueiro está com a língua carregada de veneno.

Ao dizer que é preciso saber falar, o que está sendo cogitado é a montagem correta das palavras, pode até ser que uma mentirinha auxilie na estratégia. Por exemplo, dar notícia de morte para uma pessoa muito próxima do falecido. Não deve existir tarefa mais difícil do que esta. Tudo o que você disser vai ser comprometedor. Tem gente que até arrisca uma habilidade do tipo: “você vai ter que ser muito forte nesta hora…”. Francamente, esta frase é a mesma coisa de dizer que o FULANO MORREU só que tentando rodear o assunto e intensificando a tortura.  

Até mesmo em palestras ou pregações, o pregador ou palestrante tem que tomar cuidado com aquilo que fala. A sua plateia fica atenta a cada palavra, afinal de contas se eles estão lhe ouvindo é porque querem aprender alguma coisa. Mas tem gente que fala asneira, cria estereótipos e induzem o ouvinte a acreditar nas suas falas vazias. Alguns pregadores ainda alegam embasamento na Bíblia, mas são pessoas que não tem conhecimento algum daquele livro sagrado e somente procuram textos que lhe são úteis, fazendo as suas interpretações e aproveitando da situação para enganar as pessoas humildes. Certa vez uma reportagem apresentou a história de um pastor, na verdade um falso pastor que mantinha relacionamento sexual com as mulheres da igreja alegando que estava cumprindo alguns ensinamentos bíblicos que lhe davam condições para agir daquela forma, uma espécie de bênçãos chegando pelo seu sêmen.

Até mesmo as expressões de carinho se transparecer falsidade pode produzir efeito contrário. É por isto que mais uma vez se faz necessário reafirmar que a boa comunicação é um dom. Quem fala por falar se compara a um papagaio que emite som, mas não comunica nada. Ao dizer alguma coisa, por mais simples que seja, precisa antes ser usado o raciocínio. Trata-se do pensar antes de falar.

Tem um livro bem fácil de ler que tem por nome DOM SUPREMO, de autoria de Henry Drummond, ele foi traduzido e lançado no Brasil pelo escritor Paulo Coelho. Trata-se de um pregador de renome que ia a todos os lugares para falar de Deus para as pessoas e ele era muito bem recebido, até que num determinado lugar, sentindo-se cansado, pediu ao seu ajudante, um humilde missionário que o acompanhava em todos os lugares para que falasse no seu lugar. Quando o povo viu que quem falaria seria o rapaz e não o grande mestre, ficaram profundamente decepcionados, mas como não eram mal educados, resolveram ouvi-lo. De repente o jovem abre a Bíblia naquela passagem de Coríntios onde fala do amor. O povo chateou-seainda mais, porque já conhecia aquele texto de todas as formas. Mas, aquele rapaz tinha serenidade, propriedade e desenvoltura para falar. Quanto mais comentava, mais conseguia convencer os seus ouvintes e os deixavam deslumbados. Tudo aquilo que eles acreditavam que sabiam agora passou por uma nova roupagem e a velha decepção se transformou em deslumbramento. Ele conquistou aqueles ouvintes com a sua simplicidade ao falar, também com o seu conhecimento e enfim com a utilização dos recursos de uma boa comunicação.

E, para encerrar, convém considerar que Deus colocou na pessoa dois ouvidos e uma boca, com o objetivo de ouvir duas vezes mais do que se fala. Assim, não é convincente sair dizendo o que se quer ou se pensa. É importante perceber que o ouvinte não é obrigado a escutar tudo aquilo que você acha que tá no direito de falar. Cautela e caldo de galinha não faz mal pra ninguém! Atente-se ao que dizia Miguel Westerberg: “Mais do que cor e linhas, as palavras são, o maior meio de comunicação para o desenvolvimento e compreensão do que pretendemos dar a conhecer aos de mais interessados por a cultura em geral”.

Crônica de Elias Daniel de Oliveira

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